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Regina chegou com atitude e disse: quero trocar um Moitará por minha pulseira de proteção!  - Na hora!

 

Mayra é artista do sul do Brasil. Nos conhecemos na residência artística interações Florestais. No final desse processo ela participou da performance de Ana Luisa Lima chamada Religare onde as duas rasparam suas cabeças. Fiquei com seus prendedores de cabelo por um moitará.

Sábado. Quase fim da nossa viagem em Brasília. Não fizemos muitas trocas, fizemos a Moita. Larissa, na festa de encerramento me perguntou o que era o meu colar. Expliquei que se chamava Moitará e blá blá… Trocamos por um “alongamento passivo”, ela me guiando e direcionando . Foi delicia finalizar a viagem com aquilo.

Eu e Jean fizemos uma residência artística em Olinda, PE. Passamos um mês morando/trabalhando com outros 2 artistas e com as pessoas locais. Ele tem um trabalho de trocas de mensagens: aborda uma pessoa na rua, pede para que ela lhe escreva uma mensagem, depois ele entrega essa mensagem para uma outra pessoa e assim sucessivamente. Pedi uma mensagem em troca de um Moitará.

Um anel que se perdeu no caminho.

 

O anel era uma folha seca com um corte transversal que cobria a base do dedo.

Aleta foi assaltada saindo do CCBB, mas encontrou suas coisas na rua senhor dos passos e entre elas havia um isqueiro azul desconhecido, que não era seu.Ela decidiu se apropriar dele e era óbvio para ela que o isqueiro continha grande valor simbólico de troca.

Ode ao picolé de limão, pastel seco

 

“Fiz um escambo hoje: lembrei do livro “a Guerra da Riqueza do Homem.  Leia. “

Ela disse: “Porque caixa lembra mistério, achei que um sapo com balas seria uma boa incógnita na caixa”

Moitará 480

“Essa é uma troca de afeto, uma partilha de confiança, um prolongamento da minha existência que eu semeio e dedico a essa relação. Entrego-me. “

 

Não preciso dizer mais nada.

“Efeito . Defeito?

Ação . Reação ?  - Troca de energias. ”         Palavras do trocador.

Essa pulseira uma mulher deu pra ele.

Troquei um moitará por um anel que Clara tinha ganhado de uma amiga especial.

Renan queria divulgar seu video sobre skate no qual dirigiu e produziu. Sem ver topei afinal aqui tb pode ser um lugar de compartilhar . O link é “Rolé na Granja” mas acho que Renan merece mostrar mais coisas. Achei o video muito curto. Quero mais sobre skate!!!


moitará 210 – Bruno Tam

 

 

Gaby é amiga dos opavivarás!.  Antes de ir para um casamento deu uma passada na festa de 1 ano de trocas. Depois de muitas propostas consegui a bolsa que estava usando.

estava muito frio em São Bernardo no inverno. Tercilia e Luis levaram uma grande xícara de chocolate quente até a mesa de troca.Uma troca repleta de calor humano.

Pablo é violinista. Fez um pequeno concerto no dia da troca. Foi bem bonito. Nossa troca foi pelo seu primeiro arco de violino feito de crina de cavalo. 

trabalhos reunidos dentro de uma sacola surpresa, produzidos por artistas do grupo aluga-se.

Este disco foi produzido com amor e quando a Margareth me propôs a troca, quis deixar registrado que estava fazendo sua troca afetiva, fruto do seu trabalho e da sua realização.

Nesse dia muita gente queria trocar Moitarás por caixas feitas de papel. Com Sara não foi diferente. Como já tinha trocado com outra pessoa uma caixa, pedi para fazer algo diferente, alguma coisa que diferenciasse essa caixa das outras. Ela sabe muito de origami e fez um sapo que pula.

Estalagtita, Barichara Santander, Colômbia



Horácio não é religioso mas quis trocar um moitará por uma palavra do senhor.  Perguntei sobre o salmo e o que significava para ele. Respondeu que não via como religião e sim como uma palavra, um conselho. 

 


Evandro já trabalhou com artesanato e faz malabares . Tem muita habilidade com as mãos. Disse que podia fazer o que quisesse com papel. Me ofertou 1 caixa feita com 8 flyers.

 

 

Arthur é punk. Conversou comigo sobre ideologia, anarquismo e amor. Gosta de falar  : )

Troquei o Moitará 922 por uma pulseira de prata que passou pelos braços de todos os punks da lapa. Me pareceu uma joia de valor.

Ela chegou sem querer no Barracão. Chegou até mim e perguntou o que estava acontecendo? Um pouco de conversa, descubro que é poeta. Trocamos pelo seu zine numero 1902.   

Marcos Bonisson foi um dos primeiros convidados a chegar no Barracão. Chegou todo animado e com algumas pulseiras da festa de N. S. da Glória. Tinha acabado de passar no outeiro da Glória seguindo uma procissão. Escolhi a pulseira vermelha e fizemos a troca.

A troca foi feita por uma deliciosa caixa de doces de casamento (doces finos, bem casados com embrulho vermelho)

 

 

 

 

A troca foi um negativo de um aperto de mão… nesse objeto ficam registradas as linhas  da mão esquerda dos dois participantes.

 

A Maria trocou 13 moedas  de lugares por onde ela viajou e um apontador para guardar as moedas.

 

 

A Miri trocou por ERVAS ESPECIAIS para serem usadas no dia do evento comemorativo de 1 ano do Moitará. Foram usadas e o efeito foi perfeito!

 

<< boneco – manipulacion – direta – com – só – papel >>

Troca Feita pelo Alexandre Maia

Natalia é muito amiga de Renata (moitara 254). Colombiana, esteve em Paris para estudar na escola de belas
artes, onde desenvolveu um trabalho rico e variado, passeando com sensibilidade por diferentes meios e su-
portes. Resolvi fazer a troca no dia de seu diploma, recompensa pela bela exposiçao que ela havia feito.

Alguns meses mais tarde, um dia antes de embarcar para a colombia, ela me deu estes dois desenhos. Cada um
deles representa uma pedra; uma fêmea, outra masculina. As verdadeiras pedras se encaixam uma na outra. Ela
quis guarda-las, pois lhe trazem lembranças preciosas do momento em que foram encontradas, preferiu fazer
estes desenhos, que têm outro tipo de valor, nao menos importante.

No verso de um desenho ela escreveu: « En Cambio; esta piedra la encontre en Varengeville sur mer en Nor-
mandie. Une galette masculin. Utencilio, arma o solo piedra. ». Atras do segundo desenho: « En estos dias,
escuche que las piedras eram el esqueleto del mundo, es nuestra historia mineral. Esta piedra me la dio Sepide,
mi amiga. Es una piedra femenina, algo ocre, maron y con manchas verdes. ».

Troca Feita pelo Alexandre Maia

Renata foi uma companheira importante durante os primeiros anos em que estive em paris. Vivemos simultanea-
mente uma revoluçao em nossas vidas. Ela chegou aqui na mesma época que eu, para fazer um intercâmbio na
beaux-arts. Ambos, resolvemos ficar por aqui.

Enfrentamos as incertezas, inseguranças e dificuldades ligadas à adaptaçao. Passamos juntos por todas as etapas
do concurso para incorporar a escola e juntos, conseguimos passar para o terceiro ano de estudo.

Foram momentos estranhos, penosos; queriamos vencer este desafio mas ao mesmo tempo éramos fortemente
marcados pelas lembranças do brasil, pela vida que teriamos que abandonar. Aos poucos, naturalmente, fomos
nos sentindo à vontade, cada um se moldando à sua maneira, fazendo desta cidade o seu meio ambiente.

Nessa época, Renata fez uma especie de ritual em que, simbolicamente, se enraizava na terra deste pais estran-
geiro. Com um vestido vermelho, suja dos pes ao cabelo, parecia uma virgem oferecida em sacrificio para apazi-
guar os deuses franceses.

Compartilhamos muitas historias durante estes três anos; muitas festas, muita musica, muitos amigos em comum.
A casa de Dona Renata era um ponto de encontro movimentadissimo.

Em 2010 chegamos ao fim de mais um ciclo. Passamos na mesma epoca nossos respectivos diplomas e agora,
cada um foi para seu canto. Ela voltou para o Brasil e eu resolvi ficar mais um pouco.

Renata trocou seu Moitará por um cd com musicas que representam muito bem aquilo que ela é.

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