Antônio tem 6 anos e trabalha vendendo chicletes nos chill outs e happy hours do centro da cidade.
Para conquistar seus clientes, Antônio faz rapidamente rosas de papel, guardanapo dos bares. Propus uma troca por uma rosa e ele aceitou. Expliquei que tipo de moeda era o moitará, que ele poderia trocá-la de novo quando quisesse ou precisasse. Ele intrigou-se, riu e seguiu a continuar seu trabalho.
Lula nos trouxe o “Descanso do modelo” de Almeida Jr. Esta é uma reprodução da obra de domínio público que tem 3 originais em coleções particulares. Impressão em tela ultracrome anti UV. Durabilidade 100 anos.
Tatiana trocou por um pote de vick vaporub, que lembra a sua mãe, sua infância… respondi que se ela tem um na bolsa é porque ainda usa. E que se ainda usa esse papo de infância era conversa afiada.
Mas ela disse que não usa. que só tinha trazido porque sua mãe pediu.
Tatiana trocou por um panfleto que divulga uma rede de trocas no grajaú, rj. Bem, e combinamos que a troca é ao mesmo tempo pela idéia de que essas redes existem e que como o moitará são um instrumento de transformação social.
Odir trocou pelo direito de uso de todas as fotos que tirou no evento de 1 ano do moitará que podemos baixar em alta resolução no site www.soartecontemporanes.com
Cláudia trocou por esta gilete de borracha, uma monotipia para impressão que produziu para imprimir sobre gravura. depois ela me mandou por e-mail o trabalho onde usou este carimbo que chama-se “identidade sem número”.
Sheila queri trocar, mas não sabia pelo quê. Disse que o que ela faz é escrever. Me ofereceu uma revista Concinnitas. Pedi a coleção completa. Acabamos trocando por 3 edicões da revista que ela vi mandar pelo correio.
Dia 15 de agosto é aniversário do Pedro Victor. A Jô e a Gabi trouxeram um bolo. Fui no restaurante procurar guardanapos para servir o quitute. A Gleid não quis me dar o pacote, mas aceitou trocar por um moitará! O bolo estava ótimo!
Minha mãe trocou um moitará por um cachimbo entalhado, feito de Pau-Preto (ébano moçambicano). O cachimbo foi trazido por ela da África em 1989, data de sua primeira viagem a Moçambique.
Alexandre é flamenguista, tem 8 anos e adora jogar vídeo game. Como eu também jogo muito conversamos bastante. Falamos sobre seu time de futebol virtual no PS2. Ele trocou um moitará pela escalação do time dele, um time perfeito, com ele no ataque!
Goleiros: Dida; Oliver Khan
Zagueiros: Lúcio; Thiago Silva; Puyol; Ferdinad
Laterais: Roberto Carlos; Daniel Alves; Maicon; Maldini
Meias: Kaká; Cristiano Ronaldo; Nakamura; Nedved
Atacantes: Luis Fabiano (o Fabuloso); Adriano (o Imperador); Grafite; Cissé e Alexandre Gabriel!
Lucas trocou por um chaveiro que guardava consigo há tempos e que havia sido trocado em outras épocas com um amigo. Compartilhou na hora história sobre trocas.
Laila Sanroni havia proposto esta troca há tempos, logo no início do projeto. Chegou a me enviar um esboço do artigo que demorei a ler. No Barracão Maravilha, enquanto acontecia a celebração, abrimos seu e-mail no notebook que exibia o blog no projetor e encaminhamos o artigo para o e-mail do grupo.
Aqui, na integra, uma reflexão jovial sobre os caminhos e abusos da ciência hoje.
Através de seu filho, Marcelo (moitará 278), Gisálio trocou por este livro de poesias Cromos, com um abraço do autor. Depois da leitura, escolhi um para colocar no post, obrigado Gisálio!
Bernardo veio à comemoração e trocou por um par de antigas fotos 30×40cm do casal de tios-trisavôs de sua família. As imagens foram recuperadas numa arrumação no sítio em Vargem Grande.
MOITARÁ 1 ano!
15 de agosto de 2009
Barracão Maravilha. Av. gomes freire 242s, centro. Rio de Janeiro.
das 18 às 22h.
As tribos GrupoUM e OPAVIVARÁ! comemoram 1 ano desta versão remix-pop-cult-hibrid-web do ritual celebração ancestral indígena que já passou por São Paulo, Londres, Paris e Tel Aviv.
Os artistas viajaram levando consigo os Moitarás, artefatos de cerâmica criados pelo grupo. As peças são trocadas por outros objetos, ações, idéias, textos, sonhos ou delírios.
Para o grupo, é criado um acervo de trocas que está organizado no blog moitara.wordpress.com. Para o participante fica a administração pulverizada deste objeto.
>> A introdução de uma dinâmica social atípica como ação performática de troca. // A inserção de uma moeda sem lastro abre o campo da negociação ideológica. // A valorização e o poder de troca não são pré-determinados por um mercado, e sim pelos integrantes do grupo e os participantes. // Cada um dá o dom que tem e a abundância universal os multiplica.
Moitará >> do tupi guarani troca, escambo. Constitui uma ocasião em que tribos diferentes acampam no mesmo local. É um ritual de troca de artefatos ligados à especialização manufatureira, realizado entre os índios de diferentes etnias. Os atos da troca nesses acontecimentos não se limitam ao índice comercial: cada tribo, consciente de sua individualidade e seu valor enquanto etnia coloca seus objetos à circulação. Tais ações contribuem efetivamente para a valorização de cada cultura em particular e para a manutenção dos valores básicos comuns a todas as tribos, garantindo relações pacíficas e cíclicas entre as diferentes identidades culturais.
Estava em Belo Horizonte para participar do MIP2, Manifestação Internacional de Performance. Paula trocou comigo um moitará 35 pelo Filipe Salém que fazia a performande deriva onde ele ficou todo amarrado a um carrinho de mão destes de carregar caixas. Me disse que cuidasse bem dele. (paula registrou um vídeo da troca que nos enviará logo mais)
Filipe ficou das 14 às 20:ooh amarrado e sendo levado de um lugar pro outro. De posse do Filipe caminhei com ele pela rua. como não encontrei grande utilidade nesta troca o emprestei para outras pessoas e de noite o libertei.
no dia seguinte troquei com Filipe o moitara 832 por uma das cordas usada na performance.
Logo em seguida, Filipe e Paula trocaram seus moitarás para que desta forma Filipe voltasse a ser de si mesmo.
Eu estava jantando no restaurante centro e quatro do centro cultural 104 onde acontecia o MIP2. Tinha acabado de pedir uma sopa de cebola. Brígida sugeriu a troca por um pacote de mini-pão sírio. a combinação ficou muito boa. Foi uta troca efêmera, porém nutritiva. Guardei um dos pães para fotografar.
Trocado por uma página do caderno de anotações do Marcos, organizador do ceia e do MIP.
De um lado o desenho sobre a performance “Caminhando com meus vícios e virtudes” de Eduardo Mendes e no verso os adesivos usados na performance de “Agora se mostra o que não está aqui” Neto Machado.