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Archive for the ‘Rio Claro’ Category

Heraldo trocou por um brinco que estava usando, que tinha um significado importate. Foi dado a ele por um rapaz que coneceu na Pachá, em São Paulo. Eram 4h da manhã. Sempre usava o mesmo brinco. O outro brinco ela deixava guardado em casa.

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Sandra trocou por um chaveiro do festival de Jerez de la Frontera, da Espanha. É um festival de cultura flamenca. Foi enviado para ela por uma amiga (Aryanne), que mora em Sevilha. Sandra era secretária executiva e veio para Rio Claro há dez anos. Começou a se integrar aos projetos de arte da cidade e hoje dá aulas de dança flamenca e toca castanholas até em orquestras. Disse quie descobriu suas capacidades artísticas quando começou a dar aulas. Conversamos um pouco sobre como é fazer arte no interior e de como alguns conservadores veem os trabalhos feitos.

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Lázaro fez uma busca do que carregava de importante no momento e achou na carteira fotos 3×4 de sua família, com dois retratos dos avôs (a da avó com uma data: 3/8/73), uma de seu pai, uma sua de quando criança (era a única que ainda guardava dessa época) e uma mais recente de seu sobrinho. Inicialmente, ele queria trocar somente pelo seu retrato, mas perguntei se ele não toparia trocar por toda a coleção de fotos. Ele ficou pensativo e só aceitou a troca quando falei que o mesmo desapego que ele exerceria para trocar as imagens faria com que ele pudesse vê-las de novo em outro contexto, um contexto público. Foi uma das trocas mais importantes desse dia.

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Luana trocou um moitará por uma carta escrita por seu primo, que a considera sua melhor amiga. A carta tem um tom sentimental de confissão e de reconhecimento da amizade. Ela guardava na carteira desde que lhe foi entregue.

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Enquanto a “Pereira da Tia Miséria” era apresentada, Clauberto ficou do lado da mesa onde estava acompanhado as trocas.

Ele fez uma defesa dos prazeres efêmeros e do melhor aproveitamento da vida presente diante de uma frase do Bob Marley, a quem devota uma grande admiração. Disse que a frase mudou sua vida.
“Para que levar a vida a sério se ela é uma alucinante aventura da qual jamais sairemos vivos?”

 

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Roberto trocou por dois poemas sua autoria. Ele ditou e eu escrevi no caderno.

 

Memória

 

Tinha várias versos durante o dia na memória

Mas os perdi por causa do barulho

 

Holocausto

Não dá para fazer poema bonito

com tanta dor

com tanto caos em meu interior.

Não dá para fazer poema bonito

com tanto sangue escorrendo

nos campos de concentração urbanos.

 

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Mateus trocou por um desenho, feito no caderno de trocas.

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